A capeia arraiana é muito mais que uma manifestação tauromáquica, mas também não deixa de o ser nessa vertente, a verdadeira essência da festa.
Sendo uma tradição de origem popular envolve diversos rituais, também eles presentes na realização da capeia, principalmente naquelas localidades onde a tradição está mais arreigada.
Cumpridas que foram as outras etapas chegou o grande dia; realizou-se o encerro e, ultimamente, porque antigamente os touros da capeia eram os mesmos que vinham no encerro e eram lidados ‘em pontas’, segue-se o ‘desenjaule’ daqueles que efetivamente vão ser lidados e vieram no camião.
Os touros vão saindo um a um e conduzidos aos currais com o auxílio dos cabestros e fazem-se apreciações sobre o perfil dos mesmos, “que lindo touro!”, “esse vai bater bem!”, “ai mãe, que ca boi!”. Se algum, se mostra mais renitente e está a atrasar o processo da manhã, resta o último recurso que é “a corda, ponde-lhe a corda!”.
Com os touros nos currais, para encerrar a manhã, segue-se o ‘boi da prova’, o qual dá aso a mais alguns vaticínios sobre o valor do curro, para bem ou para mal, dependendo do seu comportamento ao forcão.
A tarde começa com o pedido da praça, seguindo-se a capeia onde não falta a bezerra para os mais novos poderem iniciar-se na tradição e onde, normalmente, participam algumas raparigas.
