Por se entender que a Capeia Arraiana vive desafios constantes, quer na sua preservação, quer na manutenção da sua autenticidade, um conjunto de cidadãos lançou, no início do século XXI, a ideia de criar uma peña/irmandade da capeia.
Ao tempo ainda não havia a Matriz PCI (Património Cultural Imaterial). O objetivo não se concretizou, mas ficou latente e, em 2021, haveria de ter a sua concretização através de escritura pública celebrada no registo notarial do Sabugal, no dia 18 de outubro.
Entretanto, numa perspectiva de interagir com outros atores da sociedade, foi lançado, aos estudantes da licenciatura em Comunicação Multimédia, da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, do Instituto Politécnico da Guarda, o desafio de apresentarem propostas para a identidade visual da Confraria. Os trabalhos foram apresentados em sessão pública, no Auditório Municipal do Sabugal, tendo posteriormente sido feita uma seleção de alguns, o que resultou na escolha final.

A identidade visual
O logo foi elaborado tendo como referência as cores da madeira e do saibro das praças onde se desenrolam as capeias. A configuração dos elementos gráficos resulta na metáfora da amizade e da união, criando, simultaneamente, uma cabeça de touro.

Aquilo que começou por ser, casualmente, uma sigla (CACA), relativa à designação aceite pelo Registo Nacional de Pessoas Coletivas (a designação Confraria da Capeia não foi aceite), transformar-se-ia num acrónimo, realçando a autenticidade desta manifestação de cultura popular, onde o cavalo e o touro são atores fundamentais, nos encerros e nas capeias (basta ir ao curral dos bois, no final de uma capeia). A tipografia do acrónimo apresenta as galhas do forcão estilizadas.
Relativamente ao lema/slogan TRADITIO NUMQUAM MORIETUR, escrito em latim, salienta o peso do passado e a certeza do futuro; A TRADIÇÃO NUNCA MORRERÁ.
A estética cromática foi refletida no traje e no chapéu, este também à cor e elaborado com pele, e nas insígnias.
